22.1.10

Tema: conhecimento

A maior araucária da Europa


A maior araucária da Europa, e talvez a segunda maior do mundo, tem entre 150 a 200 anos, com mais de 50 mts de altura e 1,90 de diâmetro. Foi descoberta nas margens da Lagoa das Furnas, durante os trabalhos de limpeza, no âmbito das obras de requalificação das margens da Lagoa. È uma arvore de grande porte e é originária da Austrália, podem se vistas nas cidades do Rio de Janeiro e Nova Caledónia.
As folhas desta espécie são agulhas que crescem até aos 10 cm. Na idade adulta, abrem e libertam pinhões que são comestíveis.
Existem cerca de 19 espécies, com troncos e ramos simétricos.
Aguarda o processo de qualificação.

21.1.10

Caminhada: quintas de Azeitão

Caminhada: quintas de Azeitão




Mais uma espectacular caminhada, por terras de Azeitão. Desta vez tivemos quatro novos elementos, que deram ao grupo uma nova dinâmica, criando mais alegria e boa disposição, nas pessoas da Maria, Adelino, Fernando e Isa.
Foi um percurso circular, com 12 kms aproximadamente e dificuldade baixa. Partimos da igreja de Oleiros, visitámos o Chafariz Real e começámos a subir a encosta em direcção ao Vale do Alambre. Do nosso lado direito vislumbra-se o Cabeço dos Caracóis com algumas ruínas de uma antiga fortaleza que rivalizava com o Castelo de Coina-A-Velha, situado mesmo em frente, ou seja na margem esquerda da ribeira de Coina.
Na descida para o Alambre, aqui e ali vários cursos de água a embelezar a paisagem envolvente, toda ela coberta de pinheiros, carvalhos, medronheiros e sobreiros. Ao chegar ao parque das merendas, tivemos alguma dificuldade em passar a ribeira, porque levava muita água, não fosse a destreza e a imaginação do Fernando em colocar diversas pedras, algumas “cotas” não faziam a travessia da mesma. De seguida, tomámos o nosso lanche, bem retemperador diga-se de passagem, com pão, queijos e chouriços regionais. Desta zona avista-se a serra da Arrábida, com a sua parte mais alta que é o “Alto do Formosinho” onde se encontra o marco geodésico, a Cascalheira e a serra do Risco. No sopé da Arrábida muitos hectares de vinhas onde se produz o famoso e saboroso moscatel, derivado ao micro clima e solo mediterrânicos existentes na área.
Entretanto chegámos ás aldeias altas de Azeitão, Portela, Piedade e S. Pedro. Todas elas pequenas mas muito antigas, com casas dos séculos dezassete, dezoito e dezanove.
Queria aqui destacar a linda e antiga ermida de S. Pedro, não há memória de quem a construiu, mas foi doada por D. Afonso Henriques a Bernardo Mendes em 1184. Construída em pedra e barro, coberta de telha vã, com torre sineira e um alpendre, ao lado a casa do ermitão. Seria aqui na zona mais alta, onde existia o castelo de Coina-A-Velha, hoje propriedade privada (quinta de Bispo). Segundo reza a história, o castelo seria destruído por um ataque muçulmano.
Ao descer para a ribeira reparámos na placa “Porto de Cambas”. Era aqui que existiria o referido porto, dado que na época a ribeira era navegável até Coina. Serviria para transportar o moscatel, vinho e hortaliças, e também a rainha D. Constança esposa de D. Pedro, para a sua quinta em Azeitão. Neste porto fluvial, os romanos edificaram uma cidade “Equabona”, que mais tarde se passou a chamar: ”Coina-A-Velha”. Por aqui passava uma via militar romana, que ligava Lisboa ”Olissipo” até Mérida “Emérita Augusta”, passando por Setúbal ”Cetóbriga”, Alcácer ” Salácia” e Évora” Èbora”. Na zona do Viso em Setúbal, esta via é visível em cerca de 2000 metros encontrando-se ainda em bom estado de conservação.
E assim se acabou o nosso passeio, pensando que sabemos algo mais do nosso país, da sua história e da sua gente.

Verso á Vila de Azeitão

Terra do queijo e do mel
Zona de vinho e de pão.
Do tão famoso moscatel,
Vila Nogueira de Azeitão.










Saudações cordiais


Manuel Teixeira

tema: conhecimento

Mediterrâneo levou dois anos para encher



Afinal a previsão dos cientistas estava errada: não foram precisos de dez a 10 mil anos para encher o mar Mediterrâneo, mas apenas uns meses ou no máximo dois anos. Esta é umas das principais conclusões de um estudo do Conselho Superior de Investigações Científicas de Espanha, que foi publicado na revista científica Nature.
A descoberta deu-se quando os investigadores analisaram uma cratera de 200 kms de comprimento perto do estreito de Gibraltar. Ao estudar dados sísmicos, para perceber de que forma a erosão tinha sido feita, acabaram por conseguir estimar o tempo que demorou a encher aquele mar.
Os cientistas detectaram ainda que a descarga da água que preencheu aquele espaço vazio chegou a ser mil vezes superior ao actual rio Amazonas, dizem os cientistas.
O mar Mediterrâneo esteve quase a secar há seis milhões de anos, ao ficar isolado dos oceanos durante 350 mil anos, devido ao actual levantamento tectónico do estreito de Gibraltar. As águas do oceano Atlântico tiveram, então, de encontrar um novo caminho através do Estreito. Quando o descobriram encheram o Mediterrâneo com a maior e a mais brusca inundação que a Terra jamais conheceu, segundo contam os investigadores espanhóis.
A enorme descarga de água aconteceu quando o istmo que liga África à Europa se abateu. O desnível de ambos os mares, com um quilómetro e meio, fez encher o Mediterrâneo ao ritmo de até dez metros diários de subida do nível do mar. A inundação que ligou ao Mediterrâneo provocou no fundo marinho uma erosão de cerca de 200 quilómetros de comprimento e vários quilómetros de largura, segundo indica o estudo.
Foi neste período de até dois anos que o mar se encheu com 90 por cento de água que tem actualmente. O investigador do CSIC, Daniel Garcia-Castellanos, que trabalha no instituto de Ciências da Terra Jaume Almera, em Barcelona, disse que”a inundação que pôs fim à dessecação (processo de secagem extrema) do Mediterrâneo foi extremamente curta e mais do que assemelhar-se a uma enorme cascata, deve ter consistido numa descida mais ou menos gradual desde o Atlântico até ao centro do mar de Alborán”.
Segundo o investigador, tratou-se de um “megarrápido” por onde a água circulou a centenas de quilómetros por hora.
Os cientistas desenvolveram um modelo que explica como os lagos montanhosos”deixam rapidamente de existir” quando a erosão produz rios que permitem que essa água seja drenada.
Quando há uns anos os engenheiros pretendiam construir um túnel que unisse a Europa á África, tiveram que fazer estudos sobre o subsolo do Estreito de Gibraltar. Foi então que se depararam com um rego de várias centenas de metros de profundidade, que tinha sido enchido por sedimentos pouco consolidados. Os geólogos e geofísicos nos anos 90 pensaram erradamente que esta enorme erosão tinha sido causada por algum rio de grande caudal durante a dessecação do Mediterrâneo.
“Esperamos que o artigo contribua, em certa medida, para planear as obras do túnel para unir a Europa a África”, declarou Garcia Castellanos.
Neste sentido, o investigador explicou que o trabalho se baseia em boa parte nos estudos preliminares deste projecto, “ muito condicionado pela presença desse canal erosivo” que é condicionado com a inundação.


Tema: Conhecimento
Mediterrâneo levou dois anos para encher



Afinal a previsão dos cientistas estava errada: não foram precisos de dez a 10 mil anos para encher o mar Mediterrâneo, mas apenas uns meses ou no máximo dois anos. Esta é umas das principais conclusões de um estudo do Conselho Superior de Investigações Científicas de Espanha, que foi publicado na revista científica Nature.
A descoberta deu-se quando os investigadores analisaram uma cratera de 200 kms de comprimento perto do estreito de Gibraltar. Ao estudar dados sísmicos, para perceber de que forma a erosão tinha sido feita, acabaram por conseguir estimar o tempo que demorou a encher aquele mar.
Os cientistas detectaram ainda que a descarga da água que preencheu aquele espaço vazio chegou a ser mil vezes superior ao actual rio Amazonas, dizem os cientistas.
O mar Mediterrâneo esteve quase a secar há seis milhões de anos, ao ficar isolado dos oceanos durante 350 mil anos, devido ao actual levantamento tectónico do estreito de Gibraltar. As águas do oceano Atlântico tiveram, então, de encontrar um novo caminho através do Estreito. Quando o descobriram encheram o Mediterrâneo com a maior e a mais brusca inundação que a Terra jamais conheceu, segundo contam os investigadores espanhóis.
A enorme descarga de água aconteceu quando o istmo que liga África à Europa se abateu. O desnível de ambos os mares, com um quilómetro e meio, fez encher o Mediterrâneo ao ritmo de até dez metros diários de subida do nível do mar. A inundação que ligou ao Mediterrâneo provocou no fundo marinho uma erosão de cerca de 200 quilómetros de comprimento e vários quilómetros de largura, segundo indica o estudo.
Foi neste período de até dois anos que o mar se encheu com 90 por cento de água que tem actualmente. O investigador do CSIC, Daniel Garcia-Castellanos, que trabalha no instituto de Ciências da Terra Jaume Almera, em Barcelona, disse que”a inundação que pôs fim à dessecação (processo de secagem extrema) do Mediterrâneo foi extremamente curta e mais do que assemelhar-se a uma enorme cascata, deve ter consistido numa descida mais ou menos gradual desde o Atlântico até ao centro do mar de Alborán”.
Segundo o investigador, tratou-se de um “megarrápido” por onde a água circulou a centenas de quilómetros por hora.
Os cientistas desenvolveram um modelo que explica como os lagos montanhosos”deixam rapidamente de existir” quando a erosão produz rios que permitem que essa água seja drenada.
Quando há uns anos os engenheiros pretendiam construir um túnel que unisse a Europa á África, tiveram que fazer estudos sobre o subsolo do Estreito de Gibraltar. Foi então que se depararam com um rego de várias centenas de metros de profundidade, que tinha sido enchido por sedimentos pouco consolidados. Os geólogos e geofísicos nos anos 90 pensaram erradamente que esta enorme erosão tinha sido causada por algum rio de grande caudal durante a dessecação do Mediterrâneo.
“Esperamos que o artigo contribua, em certa medida, para planear as obras do túnel para unir a Europa a África”, declarou Garcia Castellanos.
Neste sentido, o investigador explicou que o trabalho se baseia em boa parte nos estudos preliminares deste projecto, “ muito condicionado pela presença desse canal erosivo” que é condicionado com a inundação.


Tema: Conhecimento

6.1.10

Anulação da caminhada Quintas de Azeitão

Devido ao estado do tempo, foi anulado o passeio que estava programado no dia 03/01/10, Quintas de Azeitão. Este passou para o dia 17/01/10.


Saudações cordiais


Manuel Teixeira

2.1.10

Caminhada Quintas de Azeitão

Dia 3 de Janeiro caminhada "Quintas de Azeitão". Este percurso é circular, distãncia 15 kms, com dificuldade baixa, com duração de 4 hrs aproximadamente.
O local de partida é da igreja de Oleiros (aldeia de Oleiros) Azeitão.
Assuntos de interesse: Capela S.Marcos da Serra de Oleiros, Chafariz Real de Oleiros, Vinhas e Vinhedos, Geologia de Vale do Alambre, Aldeias Altas de Azeitão, Castelo de Coina-a-Velha, Fonte Coina-a-Velha, Fontes e os Namoros etc.
Partida às 09.00 hrs do "Cafeina"


Bom Ano-Novo para todos

30.12.09

Caminhada de Freixo de Espada-à-Cinta a Mós

Ribeira de Mós

Aproveitando a època natalícia para visitar a minha terra, a família e os meus amigos de infãncia, eu e a minha esposa decidimos sábado a seguir ao Natal fazer uma caminhada Freixo-Mós via quinta da Odreira. Este passeio foi muito interessante e ao mesmo tempo reconfortante, porque deu para aliviar o stress, respirar ar puro e principalmente recordar tempos da minha infãncia. Como é bom voltar ao passado relembrando coisas simples mas muito importantes para mim porque enchem de orgulho o meu ego e me avivam a memória. Rever aqueles montes, aquelas pedras, aqueles caminhos e principalmente a ribeira de Mós onde correm àguas límpidas, mansas e cristalinas onde não existe poluição e mau cheiro. Aqui e ali ouve-se o chilrear dos pássaros, de vez em quando saltam bandos de perdizes à nossa frente e a pêga de rabo azul esvoaça de ramo em ramo com o seu cantar característico.


Começámos o passeio no alto do Carrascal, donde se avista com toda a sua pujança e beleza a Vila de Freixo, conhecida pela Vila mais Manuelina de Portugal. Terra do poeta Guerra Junqueiro e do cronista do tempo dos descobrimentos Jorge Àlvares. Do lado nascente ergue-se com todo o esplendor o cabecinho de Nossa Senhora de Montes Hermos, erguida no seu altar parecendo abençoar todos os freixenos.


O percurso tem uma distãncia de 15 kms com uma duração de 3 hrs, com dificuldade baixa e na recta final com dificuldade média. Do lado nascente surge a serra de Freixo toda ela muito verdinha e ao fundo a nova barragem de abastecimento de água ao concelho. É no sopé desta mesma e vales limítrofes que nasce a ribeira de Mós serpenteando montes, vales e quintas como: a Chapa Cunha, os Vale de Fontes, o Pisão, Quinta de Santiago, Candedo e nesse Douro grandioso vai desaguar.


Ao chegar à Odreira na zona do marco jodézico detectámos várias pegadas de javalis, corsos, coelhos e perdizes. Passámos por várias plantações de amendoeiras e cerejeiras. Ao chegar à zona das casas fiquei muito triste por pensar que nos anos 60 e 70 viviam ali cerca de 50 pessoas e hoje só uma pessoa resta naquele aglomerado de casas. È uma pessoa de idade, veterano de guerra, alcoólico, mas que teima em não sair das suas quatro paredes em estado adiantado de degradação. No caminho que dá acesso á casa estão marcadas no chão pegadas de ferraduras do seu animal moar.


Quando começamos a descer para o Vale de Clérigos deparamo-nos com uma vista assaz deslumbrante. São montes e montes vestidos de estevas, giestas, carrasqueiras, amieiros, salgueiros e choupos. Nas zonas plantadas o que predomina são as amendoeiras, oliveiras, laranjeiras e videiras. Ao longe, no cimo do Vale do Carril já se avista Mós, Carviçais, Martim Tirado, o Cabeço da Mua, a serra do Reboredo e as quintas das Centieiras. Só de pensar que nos anos 60 eu e o meu saudoso Pai conhecido por Manuel Picóto palmilhávamos aqueles montes todos de lés a lés à caça das perdizes, lebres, coelhos e raposas. Para ele aqui fica a minha homenagem, como bom pai que foi. Se não fosse ele, agora não estaria aqui a escrever estas letras.


Entretanto chegámos à ribeira, com o novo pontão inaugurado recentemente. Na minha opinião talvez seja a ribeira mais selvagem de Portugal onde a natureza ainda se encontra intacta. Nesta nidifica ainda a garça preta e cinzenta, o melro de água,o bufo corujão e o milhafre. Nas suas águas podem-se encontrar bogas, barbos, escalos e enguias. Nesta zona também chamada Moinho da Ponte, existia antigamente uma estalagem e uma ponte romana. Começámos a subir a calçada de Mós ou Calçada Romana, segunda reza a história esta também seria um dos caminhos de Santiago.


E chegámos a Mós já à tardinha, o gelo a cair e os fumos a sair das casas pintadas de branco com os seus cheiros gostosos. É um quadro digno de se ver e rever.



Verso dedicado à minha terra natal


Mós minha linda aldeia,
Antiga vila medieval.
A norte fica a Vreia,
E a sul o Carrascal.


Manuel Teixeira